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Biodigestor ou aterro sanitário ?


Biodigestor ou Aterro Sanitário ?

Abordaremos neste artigo informações gerais sobre um aterro sanitário, como funciona, para que serve e importância dessa obra de engenharia para tratamento dos resíduos sólidos, os impactos, a diferença de tratar e enterrar.

Aterro sanitário é o local onde é destinado os resíduos sólidos gerados pelas industrias, varrição e moradores das cidades. Este espaço é composto por resíduos domésticos, comerciais, industriais, de construção e também com origem nos resíduos gerados nas estações de tratamento de esgoto.

Aterro sanitário é um depósito onde são descartados resíduos sólidos provenientes de residências, indústrias, hospitais e construções. Os resíduos ali depositados são em sua grande maioria orgânico, recicláveis e não reciclaveis, alguns perigosos e passíveis de contaminação de diversos tipos.

Como funciona um aterro ?

O aterro sanitário é uma obra de engenharia com o objetivo de acolher resíduos de diversos tipos da forma mais ambientalmente possível.

Os resíduos são ali depositados e o processo de degradação se dá principalmente nos resíduos orgânicos no médio prazo. Já os recicláveis ali permanecem acumulados ao longo de um tempo não determinado.

Os aterros sanitários são compostos por setores: de preparação, execução e conclusão. No primeiro acontece a impermeabilização e o nivelamento do terreno. No setor de execução os resíduos são separados de acordo com suas características e depositados separadamente. O lixo, então, é depositado em uma área. Quando a capacidade de disposição de resíduos em um setor do aterro é atingida, a área é revegetada, com os resíduos sendo então depositados em outro setor.

 

Existem normas que regulam a implantação dos aterros sanitários com mantas impermeabilizantes que evitem a infiltração de agentes contaminantes.

O regulamento prevê também a retirada de líquido por sistemas de drenagem eficiente e o reaproveitamento dos gases liberados – o gás emitido durante a decomposição em um aterro é chamado de biogás, composto, principalmente, por dióxido de carbono e metano e pode ser aproveitado como combustível ou transformado em energia elétrica.

Como dito, com o tempo, os aterros vão sendo ocupados pelos resíduos, fechados e novos reservatórios são construídos conforme demonstrado abaixo.

Normatização e legislação dos aterros

Segundo a norma da ABNT NBR 8419/1992, aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais.

Este método utiliza dos princípios da engenharia para confinar os resíduos sólidos em uma menor área possível e reduzir os volume dos resíduos o máximo possível, cobrindo com uma camada de terra na conclusão de cada trabalho.

De acordo com a norma da ABNT NBR 13896/1997, é recomendado que a construção dos aterros tenha vida útil mínima de 10 anos. O seu monitoramento deve prolongar-se por pelo menor mais 10 anos após o seu encerramento.

A Lei 11.107/2005 e a Resolução 404/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.

Cuidado! A realidade brasileira como ela é

Apesar de ser menos degradante, existem aterros irregulares onde o lixo depositado fica a céu aberto, prejudicando a sociedade e o meio ambiente. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% do lixo chega aos aterros oficiais. No entanto, somente 11% funcionam de forma adequada.

Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com a Ação Resíduos Sólidos da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e outros órgãos, está implantando projetos de ampliação e melhoria do sistema de coleta em todos os estados brasileiros.

O objetivo é acabar com os lixões e melhorar a qualidade ambiental. Além disso, normalmente, os resíduos depositados em aterros são os que não podem ser reciclados. No entanto, a cultura da coleta seletiva ainda não está completamente inserida na sociedade. Material orgânico, plásticos, vidros, metais e papéis ainda são encontrados no local.

Há também outros sistemas de tratamento do lixo no Brasil. As unidades de compostagem / reciclagem, usinas de incineração, unidades de autoclavagem, microondas e outras.

Operação de um aterro

A realidade dos aterros incorpora toda uma dificuldade de separar, transportar e destinar adequadamente o resíduos produzidos.

 

Cada resíduo deveria ter seu destino previamente definido, Mas não é isso que é observado na prática. Causando altos custos ambientais, sociais e financeiros à mesma sociedade que o produziu.

Os tratamentos adequados são em menor escala e nem sempre é o escolhido pela sociedade. Prefere-se sempre as soluções mais imediatista, barata e muitas vezes ilegal ou imoral. Que são as que proporcionam custos menores.

Para mais informações sobre um aterro, consulte o Guia disponível aqui.

Tratamento de resíduos orgânicos

As formas de tratamento dos resíduos se dá por meio da ação controlada de bacterias que degradam e estabilizam a matéria orgânica.

A matéria orgânica foi originalmente produzida na agricultura. Desta forma, o ideal seria o retorno deste material ao campo. Com isso, não somente ter seus nutrientes (N,P e K) aproveitados mas também sirva como estruturador de solo. Assim, o material orgânico permite acumular umidade, nutrientes, eliminando fontes fósseis de produção agropecuária.

Dentre os tratamentos naturais de reciclagem do material orgânico existe a compostagem e os biodigestores.

A Compostagem

Neste tratamento o material orgânico é empilhado ao ar livre. O mesmo é revolvido para permitir a ação das bactérias de forma plena. O revolvimento auxilia na:

(i) homogeneização; (ii) manutençao da umidade adequada; (iii) esfriamento devido ao aquecimento provocado pela ação das bactérias; (iv) entre outros. Idealmente, deve ser tratado material com 40% a 50% de umidade.

O problema da compostagem é o custo e o impacto ambiental da queima de combustíveis fósseis. O revolvimento do material é difícil. Alem disso, o chorume é altamente poluente e não estabilizado. Com isso, o problema pode ser ainda maior uma vez que a maioria das compostagem são realizadas ao ar livre.

Mas, por outro lado, permite que grandes quantidades de material organico sejam tratadas em um mesmo local, apesar do incoveniente do cheiro, do chorume, é uma solução para grandes volumes de material.

O Biodigestor

A outra solução são os biodigestores, tanques anaeróbicos com processos biológicos controlados para o tratamento orgânico por meio das bactérias da mesma forma.

A diferença se dá pelo controle do processo. A recuperação completa do biogás é utilizada para geração de energia elétrica e combustivel veicular. Posteriormente, é utilização o líquido completamente estabilizado na agricultura. Assim, devolve ao solo os nutrientes e a matéria organica outrohora utilizado pela agricultura.

Na Alemanha, o tratamento dos resíduos orgânciso são feitos por mais de 5 mil unidades estalados pelo país inteiro. Com isso, desempenha um papel fundamental não somente no tratamento de resíduos orgânicos mas na geração de energia elétria renovável distribuída e na produção de biometano.

O problema dos biodigestor é que exige capacitação técnica para sua adequada construção e operação para o correto funcionamento.

Mas, idealmente, é a melhor solução para o tratamento de resíduos orgânicos e posterior aproveitamwento dos nutrientes.

Mas, se trata de uma solução descentralizada. Os resíduos não precisam viajar centenas de quilometros para serem tratados e nem para serem recuperados na agricultura.